quarta-feira, 12 de março de 2008

Espelho ...Além do espelho!

E chegou o grande dia ( até aqui, ainda tem o parto)...segunda 10/03/2008 as 11:15 exatamente...
Papai, mãe, Dinda Frê e Tia Ursula (Dinda Vó, por ser mãe da dinda Frê a gente arrumou um titulo pra ela) entramos na sala relativamente pequena, eu um tanto nervosa, mesmo que desde o inicio eu já achasse que seria menino, teria 100% de certeza e iria ver meu filho! Ele parece que sabia que eu estava nervosa e queríamos saber logo...de primeira a primeira imagem...sim é o nosso FELIPE...um homenzinho! Alegria total...ligando para avisar a Dinda Dada, Dindo Ju, Rita, Bisa, Tios e Tias...enfim todos!

Mas vou falar em particular do que pensei naqueles poucos minutos...

Toda vez que faço eco fico nervosa até olhar as mãozinhas, explico porque: Meu avô materno, o primeiro amor da minha vida, tinha uma das mãos atrofiadas, um defeito genético e isso poderia vir nos seus filhos, netos e quem sabe bisnetos. o caso fiquei olhando atenta as mãos pra ver como eram as do Felipe...estão lá lindas e iguais...isso não teria importância pra mim...ou pra quem amar ele, eu até olharia pra ele e sempre teria a imagem do meu Véio Zé!

Então passei aquele dia todo pensando no meu Vô. Seria seu primeiro bisneto homem e também o primeiro neto homem do meu sogro! Eu e o Eduardo sempre falamos muito nos dois que já não estão entre a gente...geralmente ainda embargamos a voz, ficamos contando como eles eram, o que faziam, tudo aquilo que eles significavam pra gente.

Nesse dia em especial pensei muito neles, loucura ou não...quase machista, mas homem da uma impressão de continuação na família, eu tive esse sensação...não só neles, lembrei da minha que me criou com tanto amor, nunca me deixou...cuidou de mim na infância e adolecência, e quando fiquei sozinha com a Maria ela estava lá,sempre....ela tem bronquite crônica,uma idade avançada e uma vez a Maria estava com febre e ela também ...ela saiu no meio de um temporal pra levar sopa pra minha filha que estava sozinha, pois eu tinha que trabalhar (jamais esquecerei isso) um ato de amor incomparável...só mães fazem isso,mães amorosas!
Falando em mães amorosas, que falar da "Mãe Rita" do Felipe, a mãe do Eduardo...
Temporal, tempo ruim, falta de grana, conselhos, comida, cuidados, um amor incondicional, que aceitou até a minha filha como sua neta...nasceu pra ser avó....ela nos trata a todos como crianças , talvez um desejo pra que assim possa nos cuidar pra sempre! só mães fazem isso, mães amorosas!

Talvez eles nunca leiam ( Bibi e a Rita) os nossos pais ( Seu Hélio e Zé) que sintam em algum lugar o que nem todas palavras do mundo podem explicar ou agradecer, mas esse texto cheio de erros e nem tão bem escrito é dedicado a eles, que fizeram quem nós eu e o Eduardo somos hoje e estarmos aqui pra passar a diante o sangue os traços a bondade e o amor a nós dedicamos e ensinado...esperamos ser tão bons quanto vocês, esperamos que um dia que nossos filhos também tenham amor e orgulho de nós, assim saberemos que aprendemos direitinho tudo aquilo que eles nos ensinaram A AMAR!

Toda vez que olharmos pra nossos filhos queremos ver um pouco de vocês neles!
...E quando o espelho é bom ninguém jamais morreu! já diz a música.

Com amor aos nossos pais
Hélio (memória) e Rita Alves
José (memória) e Albertina Kovaski

Um comentário:

Vanessa disse...

Nossa, que felicidade me dá de acompanhar a felicidade de vocês, mesmo que seja de longe!!! Então, o Felipe vem aí!! Meus parabéns!! Estou com saudades, louca pra fazer uma visita para os futuros papai e mamãe. Vamos combinar! Grande beijo para toda a família. Vanessinha.